
Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, entendeu que autores da ação não possuíam legitimidade processual para solicitar o veto da produção.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, rejeitou um pedido apresentado pelo deputado federal Rogério Correia para impedir o lançamento do filme Dark Horse, produção que aborda a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na decisão, Nunes Marques argumentou que os autores da ação não possuíam legitimidade processual para requerer judicialmente a suspensão ou o veto da obra. Com isso, o pedido foi arquivado sem análise do mérito relacionado ao conteúdo do filme.
A ação questionava o lançamento da produção e alegava possíveis impactos no cenário político e eleitoral. No entanto, o magistrado entendeu que os requerentes não apresentaram os requisitos necessários para atuar no processo com esse objetivo específico.
A decisão mantém a previsão de lançamento do filme, que tem gerado debates e repercussão no meio político por retratar a trajetória de Jair Bolsonaro, desde sua ascensão na política nacional até sua passagem pela Presidência da República.
Especialistas avaliam que o caso também reacende discussões sobre liberdade de expressão, produção cultural e os limites da atuação da Justiça em relação a obras audiovisuais de caráter político. Até o momento, não há impedimento judicial para a exibição do filme.
A decisão do TSE ainda pode ser objeto de novos recursos ou medidas judiciais por parte dos interessados, mas, por enquanto, o lançamento da produção segue autorizado.